Aventuras de um brasileiro perdido no meio do Texas da terra do Governator.

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Stranger in a Strange Land
Porque título criativo é coisa de boiola.
sexta-feira, novembro 08, 2002 :::
 

Acidentes



Não, o acontecido com o meu dedo mindinho da mão esquerda não tem nenhum fundo ou inspiração política. Foi apenas um acidente.

Chuvas



...no more! Até domingo, pelo menos, segundo a previsão do tempo. Até saiu o sol ontem e hoje!

Nível



Ontem, conversando com alguns brasileiros por aqui, saltou no meio da conversa o nível de ensino americano.

A coisa funciona da seguinte maneira, mais ou menos: o nego sai da "high school", que seria o nosso "ensino médio"¨(eu ainda sou da época do colegial, essa aí ainda não colou), sabendo mais ou menos a mesma coisa que uma porta.

No primeiro e, pelo que me disseram, também no segundo ano da faculdade, eles têm aulas de física, química, biologia... imagina, numa faculdade de engenharia, eu aprendendo biologia... mas aí você vem e fala: "mas física e química são úteis". Claro que são. Se não contar o fato que essa química e física é aquela que a gente aprende no colegial no Brasil...

Bem, pode ser que o que eu vou falar a seguir não sirva para todas as Universidades brasileiras, mas, com certeza vale para o pessoal que sai de uma USP, UNICAMP, UFRGS, etc. O nível de um aluno saindo da graduação no Brasil (o "undergrad" daqui) é muito, mas muuuuuito maior que o do pessoal que tá fazendo mestrado aqui nos EUA. Eu posso dizer sem hesitar que qualquer pessoa saída da minha turma sabe muito mais que a maioria dos alunos de mestrado daqui...

Então, qual a diferença? Pq não ficar no Brasil?

Realmente, deve haver um motivo. E, pelo que eu vejo, o mais latente é: pesquisa. "Tá, mas também existe pesquisa no Brasil". Duh. Claro que tem. Mas as maiores empresas da minha área não vão na USP procurar gente pra fazer pesquisa; os centros de pesquisa deles são todos aqui, quando muito na Europa... então onde eles vão bater na hora de dar dinheiro pra pesquisa? Na porta das Universidades daqui.

E, não tão inesperado, um dos maiores incentivadores de pesquisas nas universidades é... o governo dos EUA. Enquanto no Brasil há muito pouco incentivo do governo, aqui, só no laboratório onde eu estou, tem duas ou três grandes agências do governo americano financiando pesquisas. E com certeza esse não é o único laboratório que recebe apoio do governo.

Então, resumindo, o que acontece é: a gente tem o pessoal, a gente tem a infra-estrutura, só falta a boa vontade...


::: escrivinhou anonymous às 14:58
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