LOOK OUT!
Bem, enquanto a brasileirada curtiu o Rush esses dias, eu tive que me contentar com o show do Dio.
Hammerfall
Eu esperava o King's X abrindo, mas o show começou com o Hammerfall (pontualmente às 9PM). Eles tocaram pouco menos de meia hora, e acho que tocaram uma música só. O tempo todo o vocalista gritava coisas do tipo "Hammer" e "Fall"...
Bem, metal la-la-la é assim mesmo. A banda não tinha me impressionado com as poucas músicas que tinha ouvido anteriormente, e o show só confirmou minhas impressões.
Mas os integrantes podem com certeza concorrer ao "figurino mais gay de uma banda de Heavy Metal" (mas, com certeza não têm como vencer os mestres nisso, Manowar). O guitarrista tava com um colete, tipo aqueles coletes de couro que ficam abertos na frente estilo "mamãe como sou forte", só que o colete era feito de correntes... e o baixista, pra combinar com o corte de cabelo "samurai japonês", usava uma blusa de telinha semi-transparente. Um charme.
King's X
Segundo show dos caras que eu vejo nessa turnê, e foi basicamente o mesmo show que eles fizeram abrindo pro Dream Theater uns meses atrás. O som dos caras é muito legal ao vivo, e está fazendo minha curiosidade pra ouvir os discos aumentar. Eu tinha um certo preconceito por causa da banda ser meio "white metal" e de não ter ido muito com o cara das músicas do primeiro disco, mas o som é muito bom. o Ty Tabor ter tocado no Platypus também ajudou a conhecer mais dos caras.
Tocaram 45 minutos, como no outro show, e as mesmas músicas. Divertido, e a galera daqui parece gostar deles (o baixista, pelo menos, é texano, o que explica).
Interessantes os adesivos no baixo do cara: "Jesus digs me", abaixo de um "Hemp 420", e acompanhado de um "I fucked your boyfriend". Vai entender.
Dio
O velinho (deve ter quanto, 170 anos completados?) estava promovendo o disco novo, "Killing the Dragon", e, como era de se esperar, fez um show muito bom. Claro que ele não aguenta como antigamente, e chega no fim do show acabado, mas aguentou melhor do que no show de São Paulo há um tempo atrás, onde mal conseguiu cantar "Neon Knights".
A banda está um pouco modificada. sai Craig Goldie, entra Doug Aldrich. Sei lá, acho que o Craig Goldie tem mais feeling... o Aldrich faz muito bla-bla-bla, falta aquele toquezinho a mais. Tentou simpatizar com a galera tocando Stevie Ray Vaughn no solo, mas não deu muito certo.
O Simon Wright talvez tenha feito um dos únicos solos de bateria em show de heavy metal que não foram insuportáveis. Palmas pra ele, é um feito. Mesmo completamente influenciado ainda pelo solo do Virgil Donati na terça, gostei bastante do cara.
E o Jimmy Bain não vai ao cabeleireiro pelo menos desde que voltou do Brasil.
O set foi normal do Dio: algumas músicas do disco novo, e um apanhado geral das músicas antigas. Senti falta de "Sunset Superman". Ao invés de "Neon Knights", rolou "Heaven and Hell" - assassinada pelo Doug Aldrich... no mais, as clássicas, como "Children of the Sea", "Don't Talk to Strangers", "Man on the Silver Mountain" intercalada com "Long Live Rock'n'Roll", etc, etc.
Pouco mais de uma hora e meia de show. Ah, e uma surpresa: rola aquele empurra-empurra perto da grade por aqui também, dependendo do show. :-) Claro que não chegou a um décimo do que era o empurra-empurra no show do Dio no Credicard Hell, mas, já tava achando que americano era tudo viado. Agora acho que só 99% são.
::: escrivinhou anonymous às 12:47
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