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Stranger in a Strange Land
Porque título criativo é coisa de boiola.
terça-feira, fevereiro 18, 2003 :::
 

Bored of the Rings



Pra quem nunca ouviu falar, este é o título de uma sátira feita pelo National Lampoon's, um grupo da Universidade de Harvard que tem um daqueles jornaizinhos engraçadinhos. Só que esse grupo ficou bastante famoso, inclusive alguns livros renderam filmes, como a séria "Férias Frustradas" (que de "Férias Frustradas" não tem nada no título original) com o Chevy Chase, clássicos da Sessão da Tarde.

Mas, voltando ao assunto, estou lendo o tal "The Lord of the Rings", já que falam tanto dele ultimamente. Estou na segunda parte ("The Two Towers") e espero conseguir acabar o livro antes da terceira sair no cinema. É um trabalho duro, mas espero ter êxito.

O problema do livro é que a narrativa do Tolkien é muito monótona. O cara fala um monte de como o vento sopra do norte mas faz a curva pro oeste antes de passar sobre as árvores verdejantes da floresta de Lothlórien (ou qualquer outro nome esquisito, ou "élfico", como preferirem), onde animais alegrinhos passeavam alegremente há centenas de anos antes de o Senhor das Trevas iniciar a Grande Guerra.

A história em si é muito boa. Inclusive, dá pra fazer um paralelo absurdo da história do livro e da história da 2a. Guerra Mundial. Mas o Tolkien peca nos detalhes - ou no excesso deles. As grandes cenas de ação que vemos no filme? Não passam de dois ou tres parágrafos no livro. O resto é a descrição da região onde a batalha ocorre.

Além disso, há o fator viadagem. No filme já fica aquele clima esquisito entre o Frodo e o Sam. No livro a bixisse é descarada e generalizada. É uma boiolagem só. Os diálogos são pérolas do enrustimento. É um tal de "vamos comemorar, comer pratinhos deliciosos, e sermos todos felizes!" que dá náuseas. E nem quero comentar sobre as tentativas do Tolkien de escrever músicas... quando alguém começa a recitar uma poesia / cantarolar uma música no livro, é um festival de versos horríveis e sem nexo nenhum. Ele podia ter ficado só nos diálogos enrustidos, teria sido melhor.

Fizeram uma sátira muito legal desse lado "cor de rosa" do livro: os Diários Secretos. Vale a pena conferir!

Como já disse acima, não é uma história ruim. Se dessem uma podada nos exageros, seria uma leitura muito agradável. Mas como está, é demasiado longo e cansativo. E livros longos que não conseguem adicionar elementos interessantes para justificar o porquê de serem longos cansam logo, como acontece com o "A Hora das Bruxas" da Anne Rice, por exemplo.

Espero acabar logo esse livro pra voltar à leitura dos mestres: tem Saramago e Veríssimo (o LF, não o Érico) esperando na fila.


::: escrivinhou anonymous às 12:50
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