Nirvana Musical
Detalhes sobre a noite de ontem:
The Context
Essa semana que passou teve um evento aqui em Austin chamado South by Southwest, que é basicamente um evento pra pessoas que trabalham na indústria musical e cinematográfica. Tem palestras sobre o assunto, e muitas mostras de cinema e de música, mostrando o trabalho de gente em busca de apoio (gravadora, patrocínio, etc).
Normalmente é necessário ter registro no evento pra poder assistir os shows - mas em alguns casos, quando não enche o lugar, pessoas de fora podem entrar também.
The Venue
O "The Elephant Room" é um pub estilo inglês no sub-solo de um restaurante japonês na avenida principal de Austin. Lugar pequeno, escuro, e aconchegante, como qualquer pub que se preze. Thumbs up!
No fim do salão tem um pequeno palco (menor que o do Black Jack). É difícil enxergar alguma coisa se você não estiver perto do palco, pois o salão é comprido e estreito, e há várias colunas entre as mesas.
O som é muito bom, dá pra ouvir perfeitamente todos os instrumentos. É um bar onde normalmente tocam somente bandas de Jazz, portanto, qualidade na certa.
The Beer
2 pints de Newcastle + 1 pint de Pilsner Urquell + 1 pint de Guiness + 1 pint de Foster's = Paradise!!!!
The Music
Quando cheguei estava no meio de uma apresentação de uma banda local aqui de Austin. Jazz clássico, boa vocal, interessante mas nada demais. O guitarrista parecia um papai noel que emagreceu, fato repetido à exaustão por um ser etilizado do meu lado.
Seguindo, entrou um carinha tocando um "jazz prog sinfônico techno new wave" ou coisa do tipo. Ficou viajando no palco uns 20 minutos com um som eletrônico esquisito; metade do bar tava se segurando pra não dormir, a outra metade estava circulando pra aproveitar a oportunidade e ir ao banheiro.
A seguir, leiam mais abaixo.
Por último, um quarteto de meninas de Nova York chamado "The Lascivious Biddies". Interessante (em todos os sentidos, em alguns casos), jazz tradicional com uma pitada de bom humor. Uma pena que eu não veja elas deixando de ser uma banda de bar - culpa dessa coisa estranha chamada indústria musical, que perpetua N'Syncs e afins.
The Man
Isso aê, The Man estava lá. Alex Skolnick entrou no palco, cabelo curto, guitarra "hollow body", Fender Twin e uma fileira de pedaizinhos Boss. Ele, um baterista, e um baixista (usando um cello!).
O cara está tocando agora clássicos de rock com arranjos jazzísticos. Ficou bem interessante, ele manda muito bem no Jazz. É meio estranho ouvir "Detroit Rock City" com acordes dissonantes e solos jazzísticos, mas, no fim o resultado é muito legal!
Tocou não muitas músicas: "No One Like You", "Detroit Rock City", "Goodbye to Romance", "Still Loving You" ("I love the [estridente]Scorpiooooooons[/estridente]!!!", como ele mesmo falou no microfone) e, pra fechar, como o tempo estava acabando, o público (sob protestos) escolheu entre "War Pigs" e "Highway Star". Resultado: alguém já imaginou uma música do Sabbath em ritmo de jazz? =)
Vale lembrar que, apesar de poucas, as músicas eram normalmente tocadas por muito mais tempo do que as originais, com gigantescos solos e improvisações de cair o queixo. Com exceção de "War Pigs", pois o tempo estava acabando.
No fim do show, o cara teve um ataque de Rock Star e começou a brincar com o feedback do amp, contorcer-se no palco (com direito a tropeçar nos cabos e tomar um chão), e todo o repertório normal. Acho que bateu saudade do Testament, sei lá. =)
Legal ver que o cara leva com bom o humor à mudança. Várias vezes durante o show ele citou o Testament, fazendo brincadeira com o que ele tá fazendo agora. Não citou o Savatage, mas tinha dois perdidos na galera com camisas do Savatage (nenhuma do Testament).
Após o show, rolou um papo rápido com o mestre. Consegui um autógrafo no meu "Handful of Rain" (morrrrrrrram de inveja!), troquei umas idéias sobre a passagem dele no Brasil com o Testament (1989, segundo ele), e ele disse que quer levar essa banda pra Terra Brasilis. Mesmo eu querendo que isso aconteça, acho meio difícil, pelo menos enquanto ele ainda estiver nesse estágio inicial do projeto. O cara é muito gente boa, por sinal.
BTW, se o Giba B estiver lendo isso, tem presente procê. =)
Queria ter comprado o CD dele, mas, US$ 15 é meio caro por um CD simples... mais adiante, quem sabe.
The Way Back
Fim de show, neurônios musicais renovados, hora de voltar pra casa. Resolvi aproveitar a noite agradável e caminhar de volta. Interessante ver como a Riverside Drive (avenida perto de casa) se transforma em algo que parece uma encenação do "The Fast and the Furious" sábado de madrugada. A mexicanada se eriça toda com os carrinhos japoneses.
Parada no 7-Eleven pra mandar pra dentro um Big Bite com chili e cheddar (há anos que não comia um desses!) e um slurpee de morango, e, claro, a infalível passagem do caminhão dos bombeiros, indo apagar alguma coisa em algum lugar. Êta povo piromaníaco.
::: escrivinhou anonymous às 12:48
0 comentário(s)