¡Es que no me tienen paciencia!
Bem, cheguei de volta de Acapulco, e não dá pra escrever um texto sobre uma viagem a Acapulco sem fazer uma referência a "el mayor programa humorístico de la televisión mundial".
Acapulco é uma cidade que não tem lá nada demais... era um pequeno porto turístico, fica numa baía lindíssima com morros em toda a volta e muito verde, é realmente um lugar maravilhoso. Mas assim como os turistas descobriram Acapulco, os mexicanos querendo uns trocados do bando de turistas também a decobriram. Então hoje são 1,5 milhão de descendentes hispano-astecas morando lá. No fim, o que se tem é uma cidade onde a maior parte está meio que decadente, com casas velhas e hotéis pulgueiros, e um pequeno pedaço onde a veia turística ainda é cultivada. Lembra bastante Recife, ainda mais a parte antiga da cidade.
No mais, a cidade revolve em volta da avenida principal, a Costera Miguel Calemán, que atravessa a cidade, e transforma-se na Avenida Escenica, que vai até o aeroporto. Que, aliás, bateu o recorde cafona, antes pertencente ao aeroporto de Miami, todo decorado em roxo: o de Acapulco é um berrante rosa-choque.
Na avenida há bares de todos os tipos (tequila, tequila e mais tequila), restaurantes mexicanos para todos os lados além de uns fast-foods americanos (e de uma churrascaria brasileira, que meio que decepcionou, mas valeu por ter matado a vontade de comer picanha, mesmo que estivesse mal preparada, e tomar caipirinha). As duas danceterias principais, o Palladium e o Enigma, ficam na Avenida Escenica, na encosta do morro, com vista para baía, amplamente aproveitadas pelas enormes paredes envidraçadas das duas. Visitei a primeira apenas, mas deu pra ter o gostinho de como funciona tudo lá: OPEN BAR. Paga uma graninha pra entrar (U$ 30, pelo menos), mas depois é só manguaça.
A "tchurma" gringa que estava comigo insistiu pra ir num tal "Señor Frog's", descrito por eles como "um restaurante mexicano muito popular entre os turistas americanos", o que me deu já um frio na espinha. A comida é OK, tem uns drinques interessantes (servidos opcionalmente num copo grande chamado "The Yard", the na verdade deveria se chamar "The Foot and a 1/2"), mas no geral segue a linha de restaurantes engraçadinhos tipo o TGI Friday's. E, BTW, Margarita de tamarindo é o que há.
No geral, calor nojento total, muita tequila, muitas tortillas e nachos, e não muita vontade de aparecer lá de novo. Parece ter virado mais um "resort família", Cancún é o atual "in" pro pessoal mais jovem.
Chicos Locos
Das duas uma: ou o México tem um dos maiores índices de acidentes de trânsito do mundo, ou um dos menores, porque pra dirigir naquela zona tem que ser muito bom motorista ou ter sérias tendências suicidas. Faz o trânsito paulista parecer um passeiro numa BR no interior de Goiás.
Ítem de segurança obrigatório no carro: buzina. Alguém passou perto do carro? Buzina. Tem alguém na calçada? Buzina, vai que eles decidam atravessar a rua. Cruzamento? Buzina. Tem carro na frente? Buzina.
Nem deveriam instalar cintos de segurança nos carros lá, e economizar um dinheirinho, já que ninguém usa, e eu não achei um cinto em funcionamento nos táxis em que andei (uma aventura sem igual). Táxis, aliás, que têm a frota formada por 90% de fuscas, 7% de Ford LTD (como é grande aquele carro!) e 3% de outras velharias. Quase todos ornamentados com luzes de neon em todos os lugares onde dá pra pendurar luzes de neon, inclusive no pára-brisa dianteiro, às vezes com várias listras (o que, certamente, aumenta a capacidade de visão do motorista). Ah, claro, se tem pedestre andando na calçada e o táxi tá vazio, vira uma sinfonia buzinatória até que o cara finalmente se toque que não, você não precisa de um táxi para atravessar a rua, e então vai embora, para que o táxi que tava atrás dele então comece a buzinar. Até os ônibus buzinam, na busca incansável por passageiros. E, claro, os ônibus têm ainda maior área útil para pendurar luzes de neon.
¡Bueno pero no se enoje!
Assistindo à partida valendo a medalha de ouro no futebol masculino no pan (eta jogo horroroso!), acabei deixando a TV ligada após o encerramento, para então acabar vendo o quê? Claro, "El Chavo del 8"!!! Claro que eu já tinha visto o episódio, claro que eu assisti de novo, e claro que eu ri de novo das mesmas piadas. Fazer o quê...
Mas o melhor foi que ao lado do centro de convenções estava montado o "El Mágico Circo de la Chilindrina", em sua "Gira del Adiós". Pelo que peguei no rádio do táxi, fica em Acapulco até amanhã (ou hoje, domingo). Não fui, mas tirei foto, depois posto aqui.
E lembrem-se...
¡Fue sin querer queriendo!
Complementando...
O vôo que eu peguei tinha conexão na Cidade do México. Sobrevoando, parece muito, mas muito mesmo, com São Paulo. Com uma diferença: mesmo no alto verão, tem uma camada de poluição animal cobrindo a cidade, de dar inveja aos dias de inversão térmica do inverno paulista. Parece Los Angeles. No fim, até parece que Sampa é um local saudável, perto dessas duas cidades.
::: escrivinhou anonymous às 22:41
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