Aventuras de um brasileiro perdido no meio do Texas da terra do Governator.

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Stranger in a Strange Land
Porque título criativo é coisa de boiola.
sexta-feira, setembro 12, 2003 :::
 

Mike Judge



Pra quem não (sabe | lembra), Mike Judge é o cara que criou Beavis & Butthead. Mas, além disso, ele aprontou em outras áreas.

Office Space



Esse é um filme que quem trabalha, não interessa onde (mas se for em alguma empresa de tecnologia, vai ser ainda mais característico), vai se identificar com algum personagem, ou pelo menos encontrar algum colega de trabalho.

Falaram-me (ó o uso do português correto! "Não começarás uma frase com um pronome") que era um filme excelente, etc, etc. É engraçadinho, tem algumas cenas ótimas, mas é mais ou menos no fim das contas. Vale pela identificação que se tem (olha aí de novo - "pronomes reflexivos atraem outros pronomes") com algum personagem.

Outro detalhe: ouvi falar que o filme foi filmado aqui em Austin (Mike Judge é texano, então não é de se duvidar). É difícil ter certeza, já que cidade americana é tudo parecida, mesmo as grandes (com exceção de Nova Iorque, cujo centro - Manhattan - é uma ilha, então é tudo mais apertado). Assim, dá pra ver algumas partes da cidade, e os engarrafamentos às 8:30 da manhã na MoPac (ou seria a IH-35?).

King of the Hill



Esse é mais um desenho do Mike Judge, sobre uma família texana de uma cidade fictícia (Arlen). Esse desenho tem algumas peculiaridades...

Primeiramente, conversei já com algumas pessoas sobre ele quando estive no Brasil. Ninguém parecia gostar muito. E ao assistir o desenho na TV brasileira, deu pra ver pelo menos uma parte do porquê: a dublagem descaracterizou completamente o desenho. O Dale, personagem que vive inventando teorias de conspiração sobre tudo, virou um nada com a dublagem (pq dublador brasileiro tem mania de colocar voz grossa à là Cid Moreira em personagem masculino?). O Boomhauer, que na versão americana tem um sotaque horrendo, parecido com o personagem do Brad Pitt em "Snatch" só que muito pior (entender duas palavras do que ele fala é um feito) foi totalmente trucidado: na dublagem, ele fala normalmente como qualquer outra pessoa.

Mas o ponto principal não é esse. E sim que o desenho não deve fazer sentido nenhum pra qualquer pessoa que não more nas redondezas do Texas (seja nos EUA ou no México, vítima de diversos dos episódios). É incrível como tudo começa a fazer mais sentido quando você mora por aqui e começa a notar como realmente são os "texanos de carteirinha". E mais texana que a família Hill, impossível. Desde o conservadorismo hipócrita até os preconceitos. E Mike Judge consegue colocar tudo numa forma de crítica bem-humorada que os americanos em geral são capazes de nem entender, no alto de sua ignorância sobre eles próprios.

P.S.: segundo o livreto do filme, Mike Judge é equatoriano de Guayaquil, criado em New Mexico. Como ele veio parar no Texas é um mistério.


::: escrivinhou anonymous às 22:30
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