Aventuras de um brasileiro perdido no meio do Texas da terra do Governator.

Links:
Final Cut
Balípodo
Happy Tree Friends (Completamente doentio)
Powered by Blogger    Site Meter
Stranger in a Strange Land
Porque título criativo é coisa de boiola.
domingo, novembro 23, 2003 :::
 

Aaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrgggggggggggghhhhhhhhh



Vamos à atualização mensal do blog! O título de hoje é mais ou menos um resumo dos shows que acabo de presenciar.

O público hoje merece um parágrafo à parte: show "gótico" sempre é divertido. Aparece aquela trupe de gótico de boutique que só vendo. É roupa de telinha pra um lado, penteados malucos pra outro, muito batom preto, esmalte preto e sombra preta, maquiagem urso panda... é um verdadeiro zoológico. O pior é que eles se vestem e se maquiam exatamente da mesma maneira que o KISS sempre fez (e começou a fazer há muito tempo atrás), e ainda querem que nós os levemos a sério. Fala sério!

Vamos aos comentários então.

- Hypocrisy: ôôôô banda ruim, sô. Primeiro o som tava horrível: ouvir guitarra só em sonho, e não dava pra diferenciar a base do teclado do baixo (pra ver o nível da coisa). Segundo, a banda é ruim mesmo. O instrumental é sofrível, e o vocal faz uma mistura Children of Bodom com Crowbar que fica muuuuito ruim. 30 minutos de puro sofrimento. E tinha gente que foi lá só pra ver os caras, de acordo com conversas ouvidas na fila.

- Children of Bodom: taí uma banda que eu gosto de ouvir uma ou duas músicas muito de vez em quando, mas não desce. O instrumental é bom - podiam cortar um pouco dos teclados, que dão um tom muito "alegrinho" pras músicas à là Nightwish, mas o vocal é terrível. E não é só porque ele grita (tem gente que sabe gritar), mas ele grita monotonicamente durante todas as músicas, o que faz com que todas as músicas pareçam a mesma (e os teclados alegrinhos no fundo não ajudam). Aliás, o vocalista... o cara parece fugitivo de alguma banda de glam dos anos 80: laquê na cabeleira loira, costeletas à là "Barrados no Baile" e sombra nos olhos. Um charme! Só que ele parece ter algum problema em reter líquidos na boca: quando não tá cuspindo, tá dando um gole de cerveja pra cuspir pro alto. Nojento. E ao vivo o vocal é ainda mais irritante que nos discos... uma pena, porque as guitarras até são legais.

- Nevermore: FINALMENTE alguém cantando!!! Um alívio ver um bom vocalista, pelo menos. E um alívio ver uma banda de thrash na noite. Os caras são bons, o instrumental é bem bom, mas sei lá, achei meio repetitivo. Talvez deva dar uma ouvida direito nos discos. Side note: foi o único show que já vi em que presenciei um membro da banda pedindo pra dar um trago no baseado de alguém da platéia. No geral, show que eu mais gostei; fizeram a festa da tchurma com camisas do Iced Earth e sem maquiagem.

- Dimmu Borgir: bem, o que falar... não sei de onde vem as histórias de que os pandas estão em extinção, já que tinha 5 lá no palco, e a Noruega parece uma fábrica deles. Foi um exercício de determinação suportar a uma hora e meia de show dos caras. O vocal é muito chato! "Now we're gonna play this song, entitled... AHRGHAGRHAGRHARARARAAGAAAAAAAARGH!" O instrumental é meio que cansativo... assim como o último disco do Dream Theater, "tem seus momentos", mas assim como o último disco do Dream Theater, esses momentos são meio que raros. Mas fizeram a noite da galera "gótica" presente no local.

Não vou chutar o número de pessoas, mas tinha bastante gente; até agora, no templo do metal em Austin, só perdeu pro público do Dio. E lembrei das palavras que alguém me falou certa vez (não lembro quem): quem não entende o porquê de existirem tantas bandas norueguesas de black metal, é porque nunca deu uma boa olhada nas norueguesas.

Bem, boa noite crianças. E ouçam Opeth, que tem mais futuro que esses caras aí (pelo menos na minha coleção).


::: escrivinhou anonymous às 23:11
0 comentário(s)
Arquivo
Este blog é muito mais legal com qualquer outro navegador que não o IE.