Êxtase Musical
Bem, apesar de muito triste com o que aconteceu essa semana, hoje era dia de show. E nada melhor do que um show de lavar a alma pra injetar aquela dose de ânimo que se fazia necessária.
Público
O público não era formato quase que só completamente por ursos panda como no último show de bandas do estilo (não bem no mesmo estilo), mas eles ainda estavam presentes. Gente de todos os tipos: fãs de Dimmu Borgir, dois carinhas com camisas do Dream Theater sendo esmagados na grade (grade? na parede do palco), meninas com casaco de oncinha e cachecóis de perua, gente que passou no brechó e escolheu as roupas que menos combinavam pra vestir... bem eclético mesmo.
Único show até agora onde o público se não superou, chegou bem perto de quando o Dio tocou lá no templo do metal.
Devil Driver
Apesar do vocal death metal, a banda até surpreendeu. Sofreu um pouco com o som ruim, mas as músicas são bem legais e têm uma levada boa. Nada de solos nem malabarismos guitarrísticos, apenas boas bases do mais puro heavy metal. Thumbs up.
Moonspell
Ó raios, pá. Até que os gajos são bons. Meio que seguem no mesmo estilo da banda principal da noite, com bastantes variações rítmicas, peso quando precisa, boas bases, e músicas que agradam sem cansar, bem diferente da maioria das bandas de death ou black metal. O vocal é meio esquisitão, mas não chega a ser ruim. Vale uma conferida mais de perto (a banda, não o vocal).
OOOOOOPEEEEEEEEETH
PU-TA-QUE-O-PA-RIU! O que falar do show: perfeito desde o primeiro segundo de "Master's Apprentice" até o último acorde de "Demon of the Fall". Taí uma banda que prova que é possível fazer som pesado e técnico e agradar desde o mais chato fã de prog ao mais revoltado fã de black. O que mais espanta é que a banda é completamente o oposto de outras bandas do gênero: ninguém usa maquiagem de panda nem faz pose de filho de Satanás, muito pelo contrário. O Mikael Akerfeldt é o cara mais sossegado do mundo em cima do palco: fala com a galera sossegadaço, humildíssimo (essa palavra existe?), sem berrar como todos os outros fazem. Demorou umas três músicas pra soltar o primeiro "fucking", pra ter uma idéia. E três músicas do Opeth são mais de meia hora de show.
Som perfeito, banda perfeita, músicas perfeitas e maestralmente executadas. Não dá pra falar mal de nenhum momento do show. Foda, foda e mais foda. Vou ficar devendo o set list inteiro, por que não sei o nome de algumas músicas (ainda); mas tocaram "Master's Apprentice", uma que não conheço do Blackwater Park, "The Moor", duas do disco novo (Damnation, que tá pra chegar aqui em casa), "Deliverance", mais duas antigas, e fecharam a noite com "Demon of the Fall". Parece pouco, mas acho que nenhuma música tem menos de 10 minutos, então façam a conta.
O público neste show está entre os mais insanos que já vi em qualquer show que já tenha ido ou ouvido falar. Não pararam de agitar um segundo sequer, o tempo todo pulando, abrindo roda, agitando, muito foda. Aquele showzaço pra lavar a alma por um bom tempo.
Resumindo: Mikael Akerfeldt mestre, show foda, e Opeth cada vez mais subindo no conceito. Daqui a pouco sai atropelando os outros e vira minha banda preferida, se bobear. Nota 11.
::: escrivinhou anonymous às 00:00
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