Aventuras de um brasileiro perdido no meio do Texas da terra do Governator.

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Stranger in a Strange Land
Porque título criativo é coisa de boiola.
domingo, fevereiro 20, 2005 :::
 

A idade



Nesse feriadão (coisa rara por aqui), apareceu a oportunidade de ir pra casa que um amigo alugou em Lake Tahoe, já que o pessoal com quem ele divide a casa não iria. E lá vamos nós pra um fim-de-semana de esqui!

Bem, meus amigos são da tchurma do snowboard, então resolvi tentar aprender. Aluguei equipamento, paguei a taxa pra aula de snowboard, tudo certinho. Já começou bem, pois as botas são infinitamente mais confortáveis que as que se usa para esquiar. Na verdade, não são muito diferentes, em matéria de conforto, do que um tênis normal. São mais pesadas, óbvio, por causa de todo o isolamento térmico, e são difíceis de calçar, exatamente porque é pra ser difícil de sair do pé (ou a cada tombo lá vai o snowboard e a bota pra longe). Mas é possível caminhar e até correr normalmente com elas. Quem já tentou descer um lance de escadas com uma bota de esqui sabe do que eu estou falando.

Mas, bem, voltando ao assunto. Andar de esqui e andar de snowboard são duas coisas que, apesar da aparência, não tem nada a ver uma com a outra. Portanto, apesar de me virar com um par de esquis, tomei um couro do snowboard. Atividades simples como fazer uma curva tornaram-se um desafio dos mais aterradores.

Mas o pior não é isso. Com os esquis, devido à posição dos mesmos, é muito difícil cair para a frente ou para atrás. Cai-se de lado, que é muito mais fácil de aguentar. Exatamente o contrário do que acontece com o snowboard.

Alia-se a isso o fato de a mente humana ter a característica suicida de estender os braços para amortecer a queda, e nada bom pode sair da combinação. Por mais que se tente lembrar que amortecer a queda com as mãos é a coisa mais estúpida que se possa fazer, basta esquecer uma vez que tudo vai pro saco.

Mas o interessante foi ver como, apesar de uma idade mais avançada (nem tanto, mas não tenho mais 12 anos pra levar tombos e mais tombos e sair correndo pela rua normalmente), o corpo ainda resiste aos mais variados abusos. Eu devo ter caído de todas as maneiras imagináveis, e pousado pelo menos uma vez em cada parte do corpo. Especialmente interessante foi a vez onde, após um pequeno vôo de 1 ou 2 metros, eu pousei no meu fígado, quicando na neve e finalmente caindo de vez de costas, onde fiquei naquela posição por alguns minutos até o ar resolver voltar à sua normal circulação pelos pulmões.

Mas mesmo após tudo isso eu continuei tentando, não desisti. Obviamente, hoje de manhã cada músculo do meu corpo estava latejando, e não tinha a menor chance de eu tentar o snowboard mais uma vez, ou mesmo de voltar ao esqui, já que o simples ato de levantar os braços causava dores absurdas. O pulso, que sofreu com algumas quedas ontem, pelo menos estava bom.

Resultado do fim-de-semana: vários, incontáveis e cinematográficos tombos, alguns músculos distendidos, algumas dores ainda incomodando, e, por increça que parível, nenhum hematoma ou osso quebrado, apesar das diversas tentativas. E ficou a vontade de ir mais vezes aprender snowboard direito enquanto o corpo ainda agüenta o abuso.


::: escrivinhou anonymous às 23:11
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